Demanda-se a voz a jorrar silenciosa
de uma órbita oscilante e uma cor nula,
de um palco vago a tudo rejeitar
para animar quanto contém e fere
quem enfrente esse patíbulo iminente,
– recinto onde o fogo se concentra
a causticar, ulcerar sem extermínio
para mais coagir seu poderio:
poros a sufocar-se, um olhar íngreme.
Ignora-se quando esse gume insone
a si próprio se corta sem um sangue,
ao desistir de ser metal a rebelar-se;
mas continuando a ser presságio
de um trago hesitante na garganta.
Tão-pouco se está certo da sua vinda:
afastam-se os que não se emparedaram
a improvisar um último agasalho.
A alumiar o sulco do seu arco
resta a cifra de um código interdito,
a aridez de uma nascente, – areia estreme,
dispersa ao tentar reter um sopro raso,
uma cerca de ameias cegas, seca.